Comentando: Bobagens Imperdíveis

Que sentimento estranho reparar que meu último post publicado foi há praticamente um ano. É aquela coisa da vida te puxar pelo braço com força pra outra direção, te obrigar a mudar suas prioridades, baques emocionais, etc etc. Mas bem, apesar de todos os (poucos) jogos que adoraria fazer uma resenha decente pra esse bloguinho, concluí que valia a pena reaparecer por aqui comentando um pouco sobre minha leitura mensal que guardo com tanto carinho na estante: o fanzine Bobagens Imperdíveis!

O gif não é meu, mas bem que queria

Faz alguns anos desde que comecei a seguir a Aline Valek pelas ~rede social~ da vida. Pra quem não a conhece, Aline é uma escritora de mão cheia (e autora de altos livros de ficção) que passou um bom tempo escrevendo newsletters (da qual veio o nome Bobagens Imperdíveis), até eventualmente evoluir para um formato impresso graças às contribuições da galera pelo seu Apoia.se desde janeiro. Passei a assiná-lo assim que saiu, já que newsletter como eu conhecia pararia pra virar outra coisa depois: “Uma Newsletter“, com uma periodicidade menor, mas não menos agradável de ler.

Receber o zine em casa depois de um dia particularmente bosta virou quase que um ritual. A cada edição rola temas que, se não são interessantes por definição, lá vai a Aline pra destilar seu carisma e habilidade com as palavras pra tornar cada pedacinho das páginas tão aprazível. É causo da vida pessoal, aviário misturado com gente, quadrinhos, crônicas, histórico de como era seu corte de cabelo com o passar dos anos, desenhos pra colorir, curiosidades históricas (tipo a “descoberta” da cor azul)… Eis um trecho da sétima edição, “A infância é uma viagem de ácido”:

Infância: aquele momento das nossas vidas em que não precisamos usar drogas para experimentar todos os seus efeitos. Temos o riso frouxo e a fome fora de hora da maconha. Temos a sinceridade suicida e a falta de coordenação motora do álcool. A energia louca da cocaína. A alucinação e as viagens do ácido. O pacote completo.

Tenho uma historinha. Aconteceu quando eu tinha 5 anos, acho. Foi antes de ser alfabetizada, então faz as contas aí. A escola resolveu levar a turma para assistir uma peça infantil, uma adaptação de “A Dama e o Vagabundo”, que, na minha cabeça, se tratava de “Cachorros Comendo Macarrão”. Fiquei toda felizinha, especialmente porque não fazia ideia do que era “teatro”. Seria minha primeira vez. Fomos organizados em uma fila para entrar, e nisso as coleguinhas mais experientes que já tinham ido ao teatro ou já tinham visto o filme tentavam adiantar o que viria a seguir, porque dar spoilers é algo que aprendemos cedo.

É tão gostosinho e fluído que, se eu tivesse que apontar um defeito nele, seria: curto demais. É quase como comer uma única garfada saborosa como refeição no almoço. É bom, mas deixa sensação de “mas já??” mais rápido do que gostaria 😥 meu sonho é transformar essa mulher num ciborque pra então poder fazer mais páginas por zine, hahahah!

Fotinha exibicionista ostentação que tirei quando recebi essa edição

Pra quem curte uma leitura leve e divertida garantida mensalmente, dá tanto pra apoiá-la pelo Apoia.se pra receber as edições futuras (10 pilas por mês, um valor justo pela qualidade do conteúdo) quanto comprar as zines antigas pela loxinha dela. Se estiver em dúvida, além da newsletter linkada lá em cima, você também pode ter uma palhinha quanto ao estilo de escrita da Aline pelo blog e dando um pulinho na biblioteca das newsletters passadas! Vale dar uma chance.

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