O que tenho visto #2

E aqui estamos em mais um humilde postinho. Dessa vez, meu único recado é que, após sei lá quanto tempo, finalmente pude publicar a segunda parte da historinha sobre sexo nos gaems. Já comecei a terceira, mas o tópico em que parei, o PC moderno, é o mais extenso deles. Aiai…

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Cenário maravilhoso tirado do tumblr Steven Crewniverse ❤ ❤

O que tenho assistido

Steven Universe. Os primeiros quatro episódios me empolgaram e me desanimaram na mesma rapidez. O protagonista é irritante que dói, e apesar da situação melhorar substancialmente depois de um tempo, na maioria das vezes ainda nutro certa vontade de esmurrar esse moleque tanto quanto fazia no ensino fundamental. Mas bem, se você conseguir relevar isso, garanto que vale MUITO a pena assistir o desenho. Dessa nova leva da geração atual, é o único que me cativou (ao contrário de Adventure Time; até hoje vejo graça alguma nele) e não consigo lembrar de nada similar que assisti na infância. O lore desse universo tem sido tão, TÃO interessante que rola uma ligeira ansiedade até assistir o próximo episódio, lançado semanalmente. Dê uma chance também. (Sugiro fortemente a ver esse ótimo post apontando alguma das caralhadas de referências da Rebecca Sugar, a cabeça por trás de tudo. A influência de Utena sobre a espada da Rose foi a mais óbvia pra mim – e uma das mais maneiras <3)

Puella Magi Madoka Magica. Conhecia anime de vista há tempos, mas só fui dar uma chance por recomendação de uma amiga. Os primeiros episódios são chatos pra caralho – chatos, ao menos, quando você ainda não sabe a motivação da ‘aluna transferida’ que fica na cola da protagonista o tempo todo, incessantemente. Eu, pelo menos, achava que sabia o final óbvio daquilo tudo e que as dificuldades no meio do caminho era essencialmente encheção de linguiça.

Quando finalmente chegamos aos últimos três episódios, tudo começa a fazer bem mais sentido e embora considere o resultado uma das, senão a viagem alucinógena mais intensa que já presenciei em forma de anime, creio que valeu a experiência. Não é exagero afirmar que Madoka Magica acaba subvertendo seu gênero de garotas mágicas. Tem no Netflix e é curto, dura 12 episódios. Vi a maior parte em uma sentada, tamanha era a expectativa de ver o fim.

sunset angela

O que tenho jogado

Sunset. É meio estranho afirmar isso, considerando que já tinha zerado esse trem duas vezes antes (uma “a sério” e outra pulando todas as tarefas pra descobrir se fazia alguma diferença) – simplesmente estava no mood mais apropriado de tentar acompanhá-lo. Ele é bem ruim em vários aspectos: ritmo, jogabilidade, consequências… Mas, como tenho uma certa inclinação pra (pseudo?) jogos esquisitos/artísticos e etc, ao mesmo tempo há algo de valor na experiência. Como o diário que Angela escreve ao sentar numa cadeira específica. Parte dos monólogos são papos meio… hã, viajados demais pra mim, que é quando ela disserta sobre alguma obra do apartamento de Gabriel. Já a parte mais interessante são comentários nos quais Angela aborda racismo, por exemplo. Ela é uma ativista negra, afinal. Se quiser uma palhinha, tem todas as entradas aqui: Reflections of a Housekeeper, by Angela Burnes. Um dia sai resenha. Um dia…

Prince of Persia. O reboot de 2008 mesmo, que já comentei por aqui em 2012 (preciso refazê-lo um dia, tá um horror esse texto). Foi bem breve, na verdade, pois até então nunca pude jogá-lo na resolução nativa do meu monitor e quase com os gráficos no máximo. E com o controle, o que torna tudo bem mais fácil. E bem… foi triste. O jogo é mais tedioso do que lembrava. Concluí que é BEM difícil recomendá-lo. Ainda adoro o lado narrativo da parada e tudo o mais, mas a tarefa ingrata de coletar centenas de bolotas luminosas pesou como nunca. Um dia encaro-o de novo. Com o resto da série, talvez. Tentei jogar Sands of Time há mais de um ano e não gostei muito.

Shadowrun: Hong Kong. Foram longas 37 horas nele, o que teria sido um pouco menos se não tivesse feito todas as story missions do meu time. Como perdi o acesso a duas delas em Dragonfall, não queria repetir o erro aqui. No geral valeu a pena jogá-lo sim. No início eu estava muito frustrada porque, na minha cabecinha tola, o terceiro jogo da Harebrained Schemes obviamente seria melhor que o anterior em tudo, como se fosse uma evolução linear de um jogo pra outro. Hoje não me arrependo tanto assim de ter comprado-o na preorder e pretendo dar uma chance à mini-campanha que ainda está pra sair… numa boa promoção.

Ei, já mencionei o quão LINDO é essa bagaça? Foi até meio difícil escolher uma imagem pra colocar aqui.

Ei, já mencionei o quão LINDO é essa bagaça? Foi até meio difícil escolher uma imagem pra colocar aqui.

A história não é tão boa quanto a de Dragonfall (dentro do que consegui acompanhar, ao menos) e os escritores perderam a mão várias vezes no ritmo da narrativa devido à enxurrada de texto – mas ele foi melhorando aos poucos, em especial graças às possíveis abordagens nas missões, que agora estão um pouco mais variadas em comparação ao antecessor. Ainda vou falar sobre ele de novo aqui no blog, me aguardem!

O que tenho lido

nausicaa do vale do ventoNausicaä do Vale do Vento, por Hayao Miyazaki. Os dois primeiros volumes, no caso, tudo graças ao ótimo sistema de troca de livros do Skoob. E caramba, não lembro de quando foi a última vez que vi uma protagonista tão, TÃO badass. Ela é quase uma Mary Sue se não fosse por algumas fraquezas específicas, mas que ela consegue fazer uma caralhada de coisa, isso não tenho a menor dúvida. Depois da leitura cheguei a ver o filme também, o que foi ligeiramente decepcionante porque não vi tanta coisa nova quanto presumia. E o final dele, baseado no segundo volume, foi um tanto forçado demais, quase um Deus Ex Machina. Fora isso e alguns quadros confusos por excesso de informação, me apaixonei por Nausicaä e super compraria os outros volumes se não fossem tão raros/caros =(

Sobre a Escrita, por Stephen King. Se eu fosse resumir o livro no que acredito ser o seu cerne, seria: ler muito, escrever muito, ter um mínimo de diversão durante o processo e evitar clichês batidos. E ter um Leitor Ideal certeiro nas críticas assim que a primeira versão do seu texto estiver pronta. Há bons conselhos além desse em seu todo – mas, é claro, está longe de ser milagroso. Até tenho vontade de escrever coisas mais “literárias”, fugindo do formato que costumo usar no blog… Mas sequer tenho ideias detalhadas ou grandes o suficiente pra gerar um maldito mísero conto. Na melhor das hipóteses, apenas deslumbres isolados os quais raramente boto pra fora.

Perdido em Marte, por Andy Weir. No fim foi uma leitura que me pegou em cheio. Li tudo em dois ou três dias. O tecnicismo exagerado dele realmente cansa, especialmente no início. Mas as tiradinhas engraçaralhas do protagonista, somado a alguns momentos de tensão de “será que essa merda vai dar certo?!” se sobrepuseram bem na maioria das vezes. Diria que meu maior problema com o livro além do excesso técnico é o final, que pra mim foi um tanto anti-climático por causa do ponto em que ele parou. Se tivesse um epílogo ou algo do tipo, creio que a história teria se fechado melhor.

Agora estou MUITO a fim de ver o filme, especialmente porque foi bem difícil imaginar o cenário. Sim, tenho bem pouco background visual de viagens espaciais. E agora quero mais ainda assistir Gravidade.

E é isso, por ora! Vejo vocês na próxima edição!

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