Comentando: Don’t Starve

Nota: O jogo atualmente está em fase beta, previsto pra ser lançado em março deste ano. Por isso, algumas informações contidas no post estarão defasadas com o tempo, embora acredito que o básico vai continuar igual. Dependendo do nível de mudanças posteriores, estarei atualizando o post no lançamento.dont starve wilsonDon’t Starve é um tipo de jogo que eu não botei fé a princípio. Ele é muito parecido com Minecraft no quesito sobrevivência/mundo aberto: colete recursos, coma com frequência, evite os monstros… de quebra, ele também não oferece informações como onde adquirir recursos específicos e muito menos pra que servem certos objetos desconhecidos – tudo é na base da experimentação e descoberta. Só que eu achei Minecraft um belo porre quando joguei e até hoje não vejo taaaaaanta graça assim nele. Mas Don’t Starve provou ser bem mais convidativo do que o joguinho de blocos pra mim.

Criado pela mesma galera que produziu Shank e Mark of the Ninja, por enquanto o jogo não tem modo cooperativo e nem modo história (ouvi dizer que existe essa possibilidade), mas somente o objetivo de sobreviver pelo máximo de tempo possível num mundo hostil gerado aleatoriamente.

Willow dont starveNo começo, o único personagem disponível é o Winson, um “Gentleman Scientist“. À medida que você vai passando vários dias vivo, mais experiência adquire para desbloquear outros personagens (sete no total). Cada um possui uma característica peculiar que lhe dará pequenas vantagens. Winson, por exemplo, é o único que faz a barba crescer, material necessário para criar um boneco que o fará ressuscitar quando necessário. Já a Willow, a primeira a ser desbloqueada, é imune a danos de fogo e ainda produz uma pequena chama no breu total.

Durante o dia, temos o período da manhã (e o mais longo), o começo do anoitecer (que é quando as criaturas mais hostis começam a zanzar por aí) e noite propriamente dita. O problema é que, quando anoitece, a tela fica TOTALMENTE preta e pra sobreviver e enxergar alguma coisa nessa hora, uma fogueira é praticamente obrigatória. Além disso, no jogo temos o menu de “skills”, ou seja, receitas de como fazer objetos e construções mais complexas. Você pode aprender novas skills ao construir a Science Machine. Antes, ela funcionava assim: a máquina quebrava objetos que você colocava nela e ganhava pontos de inteligência (pedaços de ouro eram uma das coisas que mais valiam) para ter acesso às receitas. Agora, no sistema novo, o processo ficou bem menos demorado: basta ter todos os materiais necessários em mãos e estar ao lado da Science Machine para criar um protótipo do que você quiser. É bom contar essa mudança porque eu notei que o jogo ainda não está totalmente adaptado a ela.

Somado com a mecânica pont’n’click, alguns toques de humor nas falas dos personagens (que são representadas com um efeito musical, complementando a personalidade de cada um) e a agradável direção de arte, Don’t Starve é um jogo com uma proposta simples e que está valendo muito a pena pra mim. Super recomendo, mesmo se não tiver um modo cooperativo no futuro. Ele está com um precinho bem camarada (20 reais) e você ainda recebe uma cópia extra pra presentear algum amigo.

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2 comentários sobre “Comentando: Don’t Starve

  1. Pingback: Comentando: Mark of the Ninja | Colchões do Pântano

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