Comentando: Borderlands

Por causa das trocentas promoções do Steam de falir qualquer um (clichê, eu sei), tenho jogado várias coisas ao mesmo tempo e estou com uma boa quantia de jogos (além de alguns livros) pra comentar com o tempo. Mas o que tem mais sugado minha vida ultimamente foi Borderlands. Trata-se de um FPS que empresta algumas coisinhas típicas de RPG’s, mais precisamente a evolução de níveis e desbloqueio/melhoria de habilidades especiais usando os pontos adquiridos pra cada lvl ganho.

Aliás, o jogo é tão viciante que tornou-se um dos meus FPS’s favoritos, ao lado de Team Fortress 2 e Left4Dead 2. Neste momento, estou com minha Siren no level 47 e pretendo chegar ao level máximo, o 69, além de experimentar os outros personagens disponíveis que não joguei. Há um monte de coisa pra se falar sobre o jogo, por isso tentarei explicar apenas o que acredito ser mais relevante aqui.

Sobre a história, bem… é difícil falar muita coisa, não só porque a que existe no jogo é bem pouca (com direito a um final tão ruim quanto o do PoP 2008), mas também porque tive uma grande dificuldade de acompanhá-la devido à natureza frenética do jogo.

O cenário é um planeta pós-apocalíptico, desértico e bastante hostil chamado Pandora. Lá conhecemos quatro personagens jogáveis como caçadores de recompensa em busca do lendário The Vault, uma caverna alienígena que só pode ser aberta a cada 200 anos e reza a lenda que quem conseguir alcançá-la, terá fama e riquezas. Eis as classes:

borderlands 1 personagens

Roland como Soldier, Lilith como Siren, Mordecai como Hunter e Brick como Berseker, respectivamente

Em Pandora também existe uma mulher conhecida como Guardian Angel. Ela esporadicamente dá algumas instruções aos caçadores através de um dispositivo ECHO que você ganha já de início para ajudar a encontrar o Vault. Só se sabe quem diabos ela é no final do jogo.

Naturalmente, cada personagem tem maior foco em certos tipos de armas (o Hunter é o sniper da turma) e poderes diferentes, dos quais podem ser melhorados e ganhar características novas à medida que você ganha pontos de habilidades. Roland, por exemplo, tem o poder de invocar um turret, bem útil quando há muitos inimigos próximos; Lilith (que tristemente sofreu algumas doses de male gaze) pode ficar invisível e correr muito mais rápido; Mordecai pode usar um pássaro pra atacar e Brick pode socar feito louco tudo o que estiver na sua frente.

Durante o jogo, vez ou outra os personagens fazem comentários, que expressam sutilmente a personalidade de cada um. Como só tenho jogado com a Lilith e passei boa parte das quests com um amigo jogando com o Brick, não tenho muito o que dizer dos demais. Lilith é do tipo que se gaba ou ri quando dá critical em inimigos ou sobe de lvl, meio arrogante até. Já Brick é super barulhento, que fica muito, mas MUITO empolgado com loot novo (mesmo quando as armas são uma porcaria) e dá risadas insanas enquanto mete a porrada. SHOW ME SOME BLOOD, MUAHAHAHAHA! O negócio é matança pura, mermão!

Claptrap: Bonitinho para alguns, insuportável para outros

Claptrap: Bonitinho pra alguns, insuportável pra outros

Uma coisa que me atrapalhou em acompanhar o pouco da história principal foram as side quests. Há zilhões delas e não há praticamente nada que as separa das main quests, então me perdi facilmente no meio. O único parâmetro usado para organizá-las é o nome das cidades que você deve ir para cumpri-las. Um exemplo eficiente quanto a isso é o LOTRO, em que as main quests têm uma categoria própria como “capítulos”. Por outro lado, você percebe que está fazendo uma main quest devido às cutsenes apresentando personagens novos e pelas aparições da Guardian Angel.

A variedade de armas no jogo é absurda, há praticamente milhões delas das quais variam entre pistolas, shotguns, snipers, submetralhadoras, rifles de combate, lançadores de granada… as mais raras são alienígenas, conhecidas como eridianas. Elas também são fabricadas por empresas fictícias, em que cada uma delas terá uma especialidade diferente. Por exemplo, uma garante mais dano, outra fabrica armas mais leves, e assim por diante. As minhas favoritas, de longe, são as elementais. São armas que dão propriedades explosivas, elétricas, corrosivas ou incendiárias nas balas. Aumenta o dano que é uma beleza.

Outro ponto muito importante de se levar em conta é que o jogo fica terrivelmente chato se você jogar sozinho. No começo eu mal aguentava meia hora de jogatina que já queria parar e fazer outra coisa. O começo também não ajuda muito, visto que você fica um bom tempo em Fyrestone (inicialmente a única área principal acessível) matando mais e mais cachorros mutantes e bandidos. Foi só quando me aventurei no coop (com até 4 pessoas) é que passei a gostar tanto dele. É possível criar partidas públicas e particulares.

Os mapas do jogo são suficientemente grandes pra ser muito cansativo andar a pé por eles. É aí que entra os veículos! E eu amo eles, sério. Cada veículo pode abrigar duas pessoas e É UMA DELÍCIA matar os skags (aka cachorros mutantes) com ele. Atropelar os inimigos é insanamente divertido. No jogo normal só tem um tipo de veículo, mas em um dos DLC’s foi colocado alguns modelos novos.

Falando em DLC, há quatro no total. Eles dão continuidade (ou não) à história principal. Como não joguei eles direito, só vou dar um resuminho tosco do que você verá:

Alguém curte?

The Zombie Island of Dr. Ned – Apocalipse zumbi em Jackobs Cove devido a uma cagada do Dr Ned enquanto fazias experimentos.

Mad Moxxi’s Underdome Riot – Com seu jeitinho bem irritante de falar, Moxxi já teve três maridos e agora procura por um novo. Sua busca a tornou anfitriã do Underdome, em que é por lá que você acessa três arenas para enfrentar várias hordas de inimigos. De longe o mais repetitivo dos DLC’s. Curiosidade: É bem provável que Moxxi seja bissexual.

The Secret Armory of General Knoxx – A Atlas Corporation está putaça com você e botou uma recompensa pela sua cabeça, sendo que há uns cinco grupos das chamadas Assassinas Ômegas (que usam salto alto, cara, SALTO, whyyy god) que tentarão te matar à medida que você vai fazendo outras quests. Diferente dos DLC’s anteriores, ele é uma continuação direta à história do jogo original. Ah, o que mais gostei dele é o acesso a três veículos novos (Monster é o meu favorito).

Claptrap’s New Robot Revolution – Acredito que isso aqui é a justificativa do que acontece no final do jogo, em que o Claptrap de Fyrestone vira um “Interplanetary Ninja Assassin“. Parece que os robôs decidiram se juntar em busca de vingança e poder, acabando com quem quer que apareça no caminho. Esse foi o DLC que menos joguei até agora.

Não tenho dúvidas do quanto adorei o primeiro e mal posso esperar pra botar as mãos em Borderlands 2!

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2 comentários sobre “Comentando: Borderlands

  1. Pingback: Comentando: Borderlands 2 | Colchões do Pântano

  2. Espera, o jogo é muito chato no single player? Péssimas notícias! Mas eu já joguei muita coisa chata nessa vida, e Borderlands parece ao menos bonito de se ver. Seria bom se tivesse como deixar as outras classes sendo controladas pela AI e poder trocar entre elas quando quisesse, mas tudo bem. Comecei a jogar com o Roland, e quero continuar com ele até o final.

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