Comentando: Reprisal

No último Indie Royale que comprei – e só por causa de To The Moon –, Reprisal estava entre a coleção. Baseado no jogo Populous de 1989 (com a pior interface que eu já vi), realmente não tinha botado muita fé a princípio. O cenário delimitado dentro de um quadrado definitivamente não é a mesma coisa que vê-lo numa tela cheia, se fosse o caso, e bem, sendo baseado em Populous, parecia ser ruinzinho. Mas ele me surpreendeu tanto que eu precisava escrever este post.

O jogo segue o estilo RTS e god game. Nos primeiros cenários (no total de 30), aprendemos os controles básicos e a existência de totens que oferecem poderes mágicos. Eles são baseados em elementos (terra, água, fogo, enfim) e à medida que você avança no jogo, consegue novos poderes derivados. Um dos, senão o mais importante deles, é o poder de manipular a terra: pode tanto colocar quanto tirar. É extremamente importante que você adapte o cenário para tornar o chão liso, pois é só dessa forma que seu povo poderá fazer novas construções, se expandir e consequentemente conquistar outros povos (até três, dependendo do mapa).

Quanto aos poderes, é preciso acumular mana para ativá-los. Ela é gerada sozinha, mas pelo que notei, a velocidade de produção é determinada pela quantia de pessoas e construções do seu povo. Logo, quanto mais, melhor.

Diferente dos RTS’s que já joguei, a população independe do jogador: eles crescem e constroem as coisas sozinhos e não é necessário nem mesmo se preocupar com recursos. O máximo de intervenção que você faz é fazer três comandos específicos: construção, ataque ou criação de novos líderes. Ainda assim, o jogo não deixa de ser divertido, viciante até. No começo estava com dificuldades por não entender como funcionava, mas após pegar o jeito, ficou bem mais fácil. As partidas são bem mais rápidas do que estou habituada (Age of Empires, oi).

Para os nostálgicos, o jogo obviamente será bem agradável com seu belo pixel art. Gostei muito das cores, também. Você também pode escolher se quer deixar o visual mais “artístico” (firulas, basicamente) ou de um jeito mais “cru” e limpo típico de jogos antigos. Já a trilha sonora no estilo chiptune é bacaninha, mas tem hora que se torna repetitiva.

Modos “artístico” e “básico”, respectivamente. Tirado do tumblr do jogo (adaptado)

Se você se interessou, saiba que pode jogá-lo de graça no site oficial, mas caso queira uma versão desktop para não se preocupar com a internet, pode comprá-lo no Desura por singelos 10 reais. Super recomendo!

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