Links Recomendados de Agosto

E aqui estamos novamente! Ultimamente tenho me sentido meio improdutiva (aka inútil) por não ter muitos assuntos em mente para escrever posts novos e me sinto meio mal por isso. De qualquer modo, espero que gostem do links desse mês. Tem bastante coisa interessante pra ler \o/

Por que odiamos spoilers? – Uma das principais características da “vida real” é que não temos a menor noção do que vai acontecer com nossas vidas ou com o mundo ao nosso redor. Quer dizer, todos nós sabemos que vamos morrer, mas não sabemos onde, ou quando, ou ainda o que vai acontecer até essa hora chegar. Estamos perdidos no escuro. E é esse tipo de percepção que queremos ter quando imersos em uma história: a sensação de não termos consciência do que vai acontecer no futuro.

As Olimpíadas, seu propósito e o incômodo masculino – Sem heroínas, as meninas também têm pouco estímulo e motivação para brigarem pelo seu espaço nos pátios escolares. As únicas heroínas que vemos na TV e em tantos outros meios de expressão da nossa cultura não são aclamadas pela superação, pela luta, pela disciplina… só vemos modelos de beleza. As próprias atletas olímpicas são forçadas a competirem em um concurso para o qual jamais se inscreveram: sobram enquetes e listas da “a atleta mais bonita”, a única medalha forjada especialmente pra elas.

Onívoros: A Minha Empatia Caga Na SuaSeria apenas mais um grande “ZZzzZZZz” reacionário da Interwebz, mas o que incomoda são os seguidores. Legiões de desinformadxs aplaudem o discurso de ódio e apatia pregado. É muito descolado ser macho, tr00hardcore e entupir as artérias de bacon, porque animais são burros e feitos pra nos servir. Nós sim somos superiores, e é nosso direito explorá-los até o tutano.

Bissexualidade – Não dá pra negar que rótulos servem pra muita coisa, especialmente quando se fala em representação, mas eles também servem pra segregar. Tanto que uma questão tão pessoal quanto a sexualidade de uma pessoa tantas vezes acabe saindo das mãos dela para que outras julguem se o termo com o qual ela se identifica está certo ou errado. Isso acontece com a bissexualidade porque ficou arraigado na cabeça das pessoas que só é possível ser homo ou heterossexual – quando na verdade esses são apenas dois exemplos de um espectro enorme.

O privilégio de não ser negão – Mas é simples: enquanto nós, os brasileiros de todas as cores, na nossa fala cotidiana, sentirmos a necessidade de marcar, enfatizar, mencionar a raça do indivíduo negro, ao mesmo tempo em que NÃO sentimos a necessidade de marcar, enfatizar, mencionar a raça do indivíduo branco, então o branco continuará a ser sempre a norma, o normativo, o normal, a ideia paradigmática do brasileiro, enquanto o negro continuará a ser sempre um excluído, uma exceção, um outro.

Uso genérico da palavra “homem”: Por que é uma polêmica – Mesmo sem perceber, até aquelas personalidades – muitíssimas delas mulheres – muito engajadas em buscar a igualdade entre todos os sujeitos morais acabam consentindo e aceitando tacitamente – e inconscientemente? –, mesmo que numa perspectiva simbólica, o dogma de que os homens são os seres humanos por excelência, o centro da humanidade, os únicos dignos de nomear a espécie humana. Desde a Idade Média, existe o vício de chamar a humanidade pelos seus representantes masculinos.

A evolução das princesas da Disney – Pensando agora sobre esses filmes e sua trajetória conseguimos enxergar mudanças e avanços, mas que estão ainda longe de serem totais. As princesas foram se modificando em seu comportamento, nas atitudes, pensamentos, etnias. No desenho mais recente da Disney, a princesa é uma garçonete negra que vive no subúrbio.

Casa Tpm | Nenhum sutiã foi queimado – Com o passar dos séculos, houve diversas tentativas de resgatar essa igualdade. Não é preciso viajar muito no tempo para perceber essa luta: em 1968, nos EUA, enquanto a Miss América daquele ano era coroada, uma centena de mulheres protestava do lado de fora do teatro, eternizando um episódio que, na realidade, nunca aconteceu: a queima de sutiãs em praça pública.

A lógica homofóbica – Temos aqui a maior contradição do discurso homofóbico. Se ver casais homossexuais influencia crianças a também serem homossexuais, por que, então, existem homossexuais no mundo? Afinal, todas as crianças estão vendo, diariamente, casais heterossexuais nas ruas, na TV, na família, em todo lugar, o tempo todo. Por que isso não consegue influenciá-las, e, mesmo protegidas da exposição a casais homossexuais, muito bem pautada pela maioria dos pais, elas ainda crescem e algumas acabam se revelando homossexuais?

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