Voltando a falar sobre a polêmica da Acigames

Muita coisa aconteceu desde que eu escrevi este post. Muito mais coisa do que qualquer expectativa que eu poderia ter ao fazê-lo.

Quando fui ver a quantidade de visualizações, quase caí da cadeira. Já tinha me impressionado quando consegui mais de 700 views em um dia e imaginava que meu post ia ter alguma repercussão mais ou menos nesse nível, mas não A ESSE PONTO (e não pára de crescer):Eu sabia que, depois do caso Moacyr, muitas pessoas passaram a detestar o Jogo Justo e indiretamente a Acigames. Mas não esperava o tamanho dessa reação generalizada. Toda essa experiência está sendo nova pra mim. Depois desse episódio, não tive dúvidas do poder da internet e o do boca-a-boca das pessoas.

A maioria absoluta apoiou meu post e a mim, inclusive vindo de pessoas de peso (como o GamesfodaDaniel MeloHenrique Sampaio e Stephan Martins). E isso é fantástico! Recebi uma quantia absurda de cliques não só do Twitter e Facebook, mas também uma parte em fóruns sobre jogos. O caso inclusive gerou este post no Select Game. Li a opinião de várias pessoas dos links indicados pelas estatísticas do WordPress, pela busca do Twitter e de quem comentou no meu post. Vi ótimos argumentos e algumas críticas válidas voltadas pra mim – além de adquirir algumas informações interessantes. Neste post falarei a respeito e também apontarei alguns detalhes que não tinha percebido antes.

Algumas pessoas me criticaram por não ter contatado a Acigames Magazine diretamente quando me deparei com o (suposto) erro da revista e escrevi o post afirmando se tratar de plágio. Eu concordo que errei neste ponto e ASSUMO. O choque que senti ao me deparar com meu texto feito na maior boa vontade com um “por Diego Pedreschi”  como autor (também creditado no texto “Sexo e Videogames”) foi tanto que a única coisa que conseguia pensar na hora era em denunciá-los em forma de post. Por isso, peço aqui, publicamente, minhas sinceras desculpas.

Outra crítica relacionada a de cima era da minha “falta de profissionalismo” com a situação. Bem, eu acredito que tive uma postura “profissional” o suficiente no meu post porque em momento ALGUM eu ataquei ou diminuí o Moacyr Alves, Luis Lopes, Diego Pedreschi ou qualquer outro vinculado à Acigames Magazine. Eu apontei dados que me deram razões suficientes para desconfiar da honestidade e credibilidade da Acigames e mostrei as provas que tenho para confirmar o plágio e, portanto, enfatizá-lo como uma grande picaretagem. Isso não conta?

Com o tamanho da repercussão, era óbvio que não ia demorar muito pra Acigames ler o meu post, e aqui publico a resposta do Luis Lopes nos comentários:Ok, vamos analisar o que ele disse. A Acigames Magazine, que certamente possui um grupo pequeno em comparação a publicações maiores, conseguiu fazer o incrível “erro” de colocarem o nome de outra pessoa no meu texto mesmo que minha abordagem seja totalmente diferente do que estamos habituados na área de games. Aí ele sugere que eu menti ao afirmar que “nada foi alterado” (OI? E as imagens que incluí no texto original eram o quê? E as frases que davam contexto a elas?) e que deixei erros de português.

Assim como no blog, tenho o hábito de ler e reler meus textos algumas vezes antes de publicar, inclusive edito alguns às vezes quando percebo que deixei algum erro passar. Pois eu fiz QUESTÃO de pegar esse meu texto e a versão original para comparar com o PDF, pedaço por pedaço e do início ao fim, usando a busca do Adobe Reader. Eu garanto que, exceto as modificações (sem qualquer aviso) que eles fizeram como citei no post anterior, não houve UMA PALAVRA SEQUER alterada. NADA. Nem os subtítulos que coloquei. Ou seja, o que ele disse não é verdade.

Se mesmo assim você não acha isso o suficiente, compare você mesmo baixando meu texto e a revista (ou a primeira versão lançada aqui), mas se preferir ver online, veja o DOC aqui e a versão não corrigida aqui.

Dessa forma, de acordo com todo o material que pude acumular e analisar, inclusive esse comentário do Luis Lopes, creio que há fortes evidências da situação não ter sido meramente um “erro de autoria” por parte da revista.

Pra fechar com chave de ouro, ele diz que “nossa intenção era abrir espaço para mulheres em nossa revista” (então ele tava fazendo um FAVOR de me convidar pra escrever pra eles de graça? É isso?), “mas infelizmente cometemos um grande equívoco na escolha da colaboradora“.

Entre os comentários que vi das pessoas, muitos o criticaram por essa bela frase me culpando pelo erro que eles fizeram. Legal, né? Com certeza afetou a visão que as pessoas já tinham da Acigames.

Além dele, recebi esses dois emails vindo de um tal de Rodrigo Tadeu (com duas horas de intervalo entre um e outro):Não há dúvidas que ele foi bem mais educado do que o Luis, mas tem uns detalhes questionáveis aí.

A revista, de fato, foi alterada e meu nome foi colocado exatamente como aparece no meu e-mail; e é verdade que eles esclareceram o erro no Facebook. O mesmo não foi feito pelo Twitter, levando em conta que a nova edição também foi divulgada lá. Mas é engraçado o Rodrigo Tadeu afirmar que a errata só será divulgada na próxima edição. Estamos falando de uma revista DIGITAL. Se fosse impressa, aí é claro que teria sentido; eu já vi erratas anunciadas na Anime>DO assim, por exemplo. E se eles conseguem editar o PDF para colocarem meu nome, qual é a dificuldade de incluírem a errata também? Não entendi a lógica – e nem os outros que perceberam o mesmo.

Agora, um detalhe interessante que reparei ao analisar a edição corrigida é que todos os colaboradores têm sua conta no twitter como forma de contato (visto que a página com a lista de colaboradores da edição passada não foi colocada dessa vez, página 10), menos eu e um cara chamado Marsal Branco. Comparem pelo PDF ou pelos meus prints (não está na ordem):Se o Marsal Branco tem twitter eu não sei, mas eu com certeza tenho e só de ver que o Moacyr passou a me seguir (e parou após algumas horas), já dá pra ver que não era porque não sabiam. Por que será que não incluíram? Seria só uma coincidência?

Além disso, lembram deste print? Reparem na parte que ele diz “Nossa revista não tem fins lucrativos e por isso ainda não temos como remunerar nossos colaboradores”. Mas hey, as revistas têm propagandas! Claro, é preciso dinheiro de algum lugar para comprar o domínio e manter o servidor da Acigames ativo e estável. Mas será que não há nenhuma possibilidade de lucro no meio? O trabalho do diagramador também é voluntário?

Eu não tenho a pretensão de processar a Acigames, pois não escrevi este post pra comprar briga, mas para expor de forma transparente o que aconteceu comigo nesse meio tempo. Percebi que eles não querem mais nada de mim quando notei que fui excluída da lista de parceiros (obviamente sem avisar, o que era previsível) e, em vez de solucionar o caso, isso provavelmente pioraria a situação.

Resumo da ópera: A repercussão foi gigantesca, a Acigames errou, eu errei, minhas provas estão aí sobre o caso e, a partir de agora, não tenho absolutamente mais nenhum vínculo com eles além do texto que escrevi.

Espero ter esclarecido tudo o que faltava dizer, e deixo meus enormes agradecimentos para todo mundo que me apoiou nessa história, além da orientação recebida pelos meus amigos. Vocês foram incríveis!

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9 comentários sobre “Voltando a falar sobre a polêmica da Acigames

  1. Pingback: Eu fui plagiada pela Acigames Magazine « Colchões do Pântano

  2. Você assumiu o erro. Isso já te torna melhor que o Moacyr, que com o caso da steam apenas publicou uma carta que desconversava o assunto. Nem desculpas e nem reconhecimento do erro foram feitos.

  3. Ambos erraram, isso é fato. Quanto ao profissionalismo, vai depender do conceito que está sendo levado em consideração, mas a atitude inicial deveria ter sido procurar a revista e, apesar de não ter havido ataques à nenhuma pessoa da ACIGAMES, ocorreu um ataque à instituição promovido pela acusação de plágio. Agora, devemos aprender com os erros e seguir a vida.

    No mais, é uma situação delicada, pois não há como comprovar o plágio, apenas a cópia. Digo isso porque a ocorrência da cópia é inegável, mas nunca poderás provar que foi, ou não, um erro editorial. Estamos tratando de um contexto diferente de uma situação acadêmica, na qual o autor do documento também é o autor dos textos.Talvez e exatamente por isso, o adequado seria procurar primeiro a revista, antes de postar.

    • @ Subject Delta: Documentos como o word armazenam as datas de criação e ultima edição. E considerando que ela enviou o texto via email os anexos e as datas de envio constam como provas, mas a intenção dela penso eu que esteja esclarecida no post.

  4. Na questão “sem fins lucrativos”, não só a revista tem espaço para propaganda, mas como o próprio twitter da ACIGAMES e o Moacyr no Facebook afirmaram – numa provável tentativa de isenção da culpa – “a revista é terceirizada”.

  5. Eu achei um absurdo. Eu sou um dos sócios do portal Ponto V, e nós também não podemos remunerar autores. Mas sempre lhes demos crédito, divulgamos outros trabalhos deles em nossos meios (twitter/facebook/eventos que participamos) e tentamos fazer com que eles usem o portal como um meio real de se divulgar.

    Além disso, temos um processo de publicação claro, avisamos os autores de possíveis alterações editoriais e divulgamos para o autor a data e horário que seu post será divulgado, pedindo para ele o revise.

    Errar uma publicação dessa natureza é um erro grave. Não admiti-lo, para mim, é um erro pior ainda. O mínimo que deveriam fazer é providenciar uma errata, igualmente publicada.

  6. Todo sindicato é assim mesmo, tolos e idiotas foram eu e amigos e tantos outros de acreditar que essa luta seria sem interesses. E sindicatos funcionam assim fazem de tudo para conseguirem seus desejos. Referente a matéria vocês estão de parabéns mais pessoas de coragem deveriam dizer a verdade ao contrário de tantos outros comprados. Tem um amigo meu que de tanto criticar jogojusto/moacy/acigames/puxa-sacos que todos o bloquearam. E que fique de exemplo para todos: Ninguém luta sozinho por algum mesmo objetivo de vários em vão ou de graça, isso aplica-se há tudo na vida inclusive videogames.

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