Comentando: Bastion

Apesar de eu ter feito poucas análises de jogos até agora, me sinto perdida para falar sobre Bastion, um indie lançado pela Supergiant Games ano passado.

Quero dizer, eu me sinto como se amasse e odiasse esse jogo ao mesmo tempo. Só joguei ele porque a Vivi do Play Room me deu a key de presente quando ajudei a comprar o Indie Bundle mais recente. Já tinha jogado o demo há a algum tempo e tinha detestado o suficiente pra não ter vontade nenhuma em comprá-lo. Agora, ironicamente, tenho quase 11 horas acumuladas e um punhado de achievements…

Como eu joguei a versão traduzida pelo Tribo Gamer (que apesar dos erros de digitação e frases não traduzidas, é bem útil), citarei os nomes em português, e como não consegui acompanhar a história direito lendo as legendas e batendo nos inimigos ao mesmo tempo, usarei o podcast DASH #5 como referência.

Por ser um indie muito bem falado por aí, você certamente já conhece a história: Começamos com Kid, um garoto que acorda no meio do nada sobre uma rocha flutuante, sobrevivente da Calamidade que destruiu sua cidade natal, Caelondia. À medida que ele anda, o caminho vai se construindo sozinho sabe-se lá porquê. Depois de adquirir algumas armas e derrotar alguns inimigos no meio do caminho, chegamos ao Bastion. Lá, conhecemos Rucks, um homem de idade e narrador da história. Ele te explica que para você fazer o Bastion funcionar (já que ele está praticamente vazio no começo), você precisa viajar para encontrar fragmentos de cristal e, dessa forma, fazer construções como uma forja, destilaria, templo, achados e perdidos e assim por diante. Durante essas viagens, encontramos mais dois sobreviventes: Zulf e Zia. Cada um tem seu passado e visões diferentes sobre a Calamidade.

Zulf se apresentando assim que é trazido ao Bastion por Kid.

Que Bastion é um jogo belíssimo e bastante polido, não há dúvidas quanto a isso. O colorido largamente usado e esse visual pincelado é muito gostoso de ver. A trilha sonora não fica atrás, e é uma delícia ouvi-la mesmo fora do jogo. Duas das minhas favoritas são Bynn the Breaker e A Proper Story.

Um ponto que chama a atenção desde o começo é a narração constante durante o jogo. Ela não chega a atrapalhar como poderia sugerir. Pelo contrário, é agradável e bem-humorada, além de ser dinâmica por reagir às ações do jogador. Por exemplo, se você começa a destruir tudo na sua frente antes de prosseguir ou cai, ele vai mencionar isso.

O jogo é um RPG de ação, o que já deixa bem claro desde o começo. Aliás, o fato de haver características de RPG foi uma das coisas que mais gostei nele: Há uma enorme variabilidade de armas com seus prós e contras, além da possibilidade de você juntar materiais específicos nas regiões visitadas (ou comprá-las posteriormente) para melhorá-las. A cada nível que você sobe (no máximo 10), um slot a mais é destrancado permitindo que você possa usar mais de uma bebida por vez. Essas bebidas te dão bônus passivos, mas algumas delas podem ter penalidades ou restrições para usá-las (como em fazer danos 100% críticos somente quando está com pouca vida).

As lutas contra os bichos são bem frenéticas, e por melhores que sejam as armas que você encontra com o tempo, saber como lidar com cada tipo de criatura depende muito da sua habilidade como jogador. Também deve-se pensar em que combinação de armas é melhor, já que você pode carregar duas por vez.

No jogo, você acumula pequenos fragmentos azuis de alguns bichos derrotados e objetos destruídos. Eles são necessários para os upgrades das armas e compra de skills, bebidas e materiais novos.

Existem quatro modos de jogo, o Normal (que se você morrer duas vezes durante a fase, vai ter que recomeçar tudo de novo), No-Sweat (em que você tem infinitas chances de continuar após derrotado), New Game Plus (destravável após concluir o jogo pela primeira vez, com vários elementos já desbloqueados e com todas as armas, fragmentos e XP acumulados do último jogo) e Score Attack (ainda não testei). No começo eu pensava que o No-Sweat mode fosse mais fácil, já que ele é recomendado para jogadores novatos, mas não há diferença alguma neste aspecto.

Bem, o que eu mais odiei em Bastion é por ter muitos buracos no chão, então eu caía toda hora, o que ficou pior no final do jogo, quando a cambalhota é trocada por um salto e, a partir daí, os espaços entre uma plataforma e outra aumentaram. Outro detalhe é que é praticamente impossível jogá-lo usando as setas. Digo isso porque tenho uma dificuldade GIGANTE pra jogar com WASD – nos primeiros cinco minutos é de boa, aí começo a errar a tecla, apertando a mais próxima. Então não tive outra escolha a não ser me acostumar na marra, para não perder tanto tempo na hora de usar Q, F (para usar uma skill especial e se curar, respectivamente) e Shift, para ativar o escudo (e que fez uma diferença enorme quando passei a usá-lo).

Enfim, mesmo não contando mais detalhes sobre a história e nem falar sobre todos os elementos do jogo, o post ficou bem grande, então a minha recomendação final é: Se você curte customização de armas, visão isométrica e ação durante as batalhas, jogue! No final acabei gostando bem mais do que esperava e não me arrependo do tempo gasto até agora. Há muita coisa para experimentar e passar raiva com os desafios maiores. Se quiser ouvir maiores detalhes, spoilers e teorias sobre o final, ouça o podcast que linkei.

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