Comentando: Beyond Good and Evil

Jade, a personagem jogável, e o javali humanóide Pey'j

Sendo esse mais um post influenciado pelo guest post da Lola (e como tá rendendo assunto aqui!), eu conheci esse jogo lançado em 2003 criado pela Ubisoft e lançado para as plataformas PC, PS2, Xbox e Game Cube.

Sobre a história, novamente extraí e traduzi da Wikipedia (já que o jogo não está disponível em português e não consigo acompanhá-lo direito por isso):

O jogo ocorre no ano de 2435 no planeta de mineração de Hillys, localizada no Setor Quatro, uma área remota da galáxia. O planeta outrora pacífico está cercado por alienígenas chamados DomZ, que raptam os seres vivos e drenam sua força vital por energia ou os implantam com esporos para convertê-los em escravos. Uma ditadura militar chamada Alpha Sections toma o poder, prometendo defender a população. No entanto, eles parecem incapazes de parar os DomZ, apesar das garantias públicas.

Jade é uma jovem fotojornalista e Pey’j, uma criatura similar a um javali, é o “tio” de Jade e a figura de guardião. Os dois cuidam das crianças cujo lar está localizado numa ilha do farol de Hillys que se tornaram órfãs após os ataques dos DomZ. Quando Jade fica sem dinheiro para executar os escudos necessários para protegê-los, ela encontra um trabalho de fotografia, catalogando todas as espécies do local para um museu de ciências. Nesse meio tempo, ela é recrutada por um movimento de resistência secreto chamado IRIS Network, que suspeita que a Alpha Sections esteja por trás dos desaparecimentos ocorrendo no planeta inteiro.

Dessa forma, o que você basicamente faz durante o jogo é lutar contra os alienígenas, tirar fotos deles e de outras espécies e, ao entrar em alguns lugares fechados (inicialmente uma mina), resolve pequenos puzzles do cenário para seguir em frente.

Em relação à jogabilidade, comandos principais como ataque, defesa e interação com o cenário e NPC’s são feitos com o mouse. Algumas ações como usar itens para recuperar vida, tirar fotos, andar e correr é feito pelo teclado. A visão da câmera é em third person, o que é bem útil quando algum bicho te ataca por trás.

Agora falando o que mais interessa: o jogo é simplesmente incrível! A trilha sonora é bacana, o visual cartunesco e bem estruturado para um jogo de 2003 é super agradável (e até arrisco dizer que essa característica auxiliou para deixá-lo com uma sensação de ser um jogo mais recente) e, pra mim, gera tensão que é uma beleza durante as lutas frenéticas. Mesmo na parte de tirar fotos dos animais, que sugere ser uma atividade meio desinteressante à princípio, é divertida (ou tensa, quando você tenta fotografar os alienígenas durante um ataque). O visual dos protagonistas é bem bacana, em especial de Jade, já que ela não chega a ser erotizada.

O jogo não é perfeito, claro. Entre os problemas que eu tive foram: a falta de liberdade em salvar o progresso quando quiser. Os checkpoints são feitos em máquinas idênticas que você encontra até que em abundância em todo o cenário, mas é meio incômodo no começo. A IA do amigo javali não é das melhores, tem hora que ele fica apanhando à toa dos alienígenas. Acredito que o jogo merecia uma opção coop, coisa que não vi nativa no jogo até agora. E por último, o problema típico de alguns jogos em third person, a câmera. Às vezes ela fica num ângulo irritante ou impossível de enxergar o que tá na sua frente. Felizmente, isso não chega a atrapalhar tanto a experiência in game.

Não sei se é fácil de achar o jogo para consoles, pois apesar de Beyond Good and Evil ter sido aclamado pela crítica e indicado para o GOTY no Game Developers Choice Awards de 2004, foi um fracasso comercial e pouco popular. Por outro lado, você pode comprá-lo tanto no Steam quanto no GOG (este último livre de DRM).

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4 comentários sobre “Comentando: Beyond Good and Evil

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