Comentando: A Família Buscapé

SUA LINDA!

Quando eu era criança, meu pai costumava gravar todo tipo de coisa na TV, acumulando inúmeros VHS’s. Então entre as pérolas memoráveis que passava na Sessão da Tarde, conheci A Família Buscapé, um filme  de 1993 baseado numa série dos anos 60-70. Bem, essa informação eu acabei de descobrir, mas enfim… Aproveitando que eu estava devendo de rever o filme, decidi mencioná-lo aqui.

Pra quem não conhece ou não viu, a história começa com uma família caipira, em que Jed Clampett, durante uma caça, descobre um géiser de petróleo. Ele tinha a maior reserva já descoberta até então. Dessa forma, torna-se bilionário e muda-se com a sua família para uma mansão em Beverly Hills. Tudo o que Jed realmente quer é arranjar uma nova esposa para educar sua filha Elly May (que agora é a minha personagem favorita), pois seu pai a criou como um garoto e agora ela é “macho demais”, na opinião de sua tia Pearl Bodine.

"Xô vaquinha! Alguém pode me ajudar?!" fazia parte das cenas mais memoráveis (até porque criança ri de qualquer coisa mesmo).

Entre os personagens, temos uma avó bem locona, um primo idiota ao extremo, uma mulher com todos os estereótipos de perua interesseira, que casa com homens ricos para roubar toda a fortuna possível (com Jed na mira), incluindo seu atual parceiro para ajudá-la; e finalmente temos Miss Hathaway, que a princípio pensou que a família era intrusa, e depois escolhida pelo Jed para administrar os negócios. Dá pra dizer que ela é importante para a história, por ser a primeira a descobrir a farsa do casamento. Ela é ridiculamente caricada, meio forçado até, mas é uma das mais engraçadas.

O filme é bem pastelão, tipo um Chaves da vida. Não há absolutamente nada culto nele, tanto que os personagens são bem rasos. Essencialmente, o povo da caipirolândia faz coisas ridículas por nunca viverem numa cidade e estranhando a tecnologia, então não é de se estranhar em ver vacas no jardim e patos na piscina (vulgo “tanque de cimento”). Mesmo assim, pode ser divertido pra quem curte uma comédia desse tipo, ou simplesmente nostálgica. E apesar da minha atual implicância com dublagem (que me faz acreditar já ter sido bem melhor na época do filme), adorei o sotaque exagerado.

Quem se interessou, é bem fácil achá-lo por aí, só não sei quanto à série original. Um colecionador de filmes velhos me passou esse numa troca.

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Um comentário sobre “Comentando: A Família Buscapé

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